dawn


it's a new dawn.
it's a new day.

it's a new life for me.

inner traffic


Cá dentro as ideias não deixam de fluir. seguem o seu rumo como se nada a fizesse parar.
por vezes algumas delas ficam a pairar sobre a cabeça, não que nos atormentem, mas sim que nos façam meditar, tentar encontrar um rumo um caminho.


quero parar por momentos, no meio de tantos pensamentos, quero apenas um ou dois para poder sonhar, para poder continuar a viver.
viver comigo, viver para mim, viver para todos os que me quere ver viver.


gravo esta imagem num canto da alma, quero-a recordar sempre que o turbilhão de pensamentos me magoarem novamente.


as palavras vão voltar. as palavras nunca foram embora. sempre cá estiveram para um dia serem ditas. para um dia serem expelidas. para um dia me aliviarem a alma.

word


Letras correm por estas mesmas linhas a fora, as mesmas linha de outros tempos. as letras e palavras continuam por cá, porém terão outro sentido, um sentido mais desgastado. o tempo passa por cima delas, por cima de todos nós. Há que lhe da uma nova entoação para que as palavras continuem a chegar ao outro lado.
Elas chegam ao outro lado e por vezes voltam para aqui, cá para dentro. Não são absorvidas!

Quero continuar a dar palavras. Quero continuar a ter palavras.

Ed_

drops


como gotas pela manhã, gesto a gesto vou deixando o meu carinho em ti. levemente, com o vivo coração que agora tenho em mim.
a vida que sinto é imensa, floresce a cada manhã em que acordo com um sorriso ainda maior que o anterior. cada dia que passa não apenas mais um, é sim mais um sorriso em mim.

pequenas partículas de água denomina-mos gotas.
pequenos gestos de ti não denomino, não classifico, não avalio, si to apenas. um a um. únicos como só algo teu pode ser...aliás, não pode ser, é!

cada fotograma que me fica guardado a memória tem um pedaço de ti. tem uma parte do alento que me dás.
cada fotografia tem o teu encanto, tem o teu carinho, tem acima de tudo a tua força.

cada imagem será aquilo que designo por uma parte de mim.

uma parte de mim?
és tu.

high

se quando me sinto no chão a sensação é de paz, quando me elevo no ar...ah, nao consigo descrever o que passa por mim.
lá em cima é como sentisse a dobrar tudo o que corre cá dentro. gosto de ir lá a cima e voltar no mesmo instante.
lá bem no alto caminho, divago, sonho. a leveza da mente é enorme, grandiosa.
sinto-me capaz de me sentir suspenso... mas volto cá a baixo por instantes, mas ai, apenas espero pelo momento de voar de novo.

passo horas nesta viagem que criei.

vem viajar comigo.

ideia

Com um sentimento pesado, de tão forte que é, agarro estas letras para as levar até outros olhos que não os meus. torno-as visíveis em mim, descubro-as uma a uma. para que exista a percepção tento tornar simples a ideia que tão complicada se pretende que seja. simples.
é simples tudo o que me atravessa. quero simplificar. vou simplificar. estou a simplificar.

ando em passos vagarosos, analiso o movimento de cada um.
vejo em imagem vagarosas, registo a imagem, uma por uma.

em todos os passos e imagens existe uma constante, uma ideia que juntamente comigo se vem tornado clara e simples, isso torna-a bonita. não encontro razão aparente para tal. apenas é bonita.

é assim que tem de ser.

sonho-a dessa maneira. a ideia não é só de quem a cria. é também de quem a sente em conjunto. no fundo é uma partilha.

que ideia esta que tenho aqui dentro =)

above us

Cerra ambos os olhos, sente o calor de minhas mão, em tua face.
Carinho é o que te quero transmitir, quero que o sintas fortemente, assim como eu sinto tua presença em mim.
Encosta teu corpo a mim, vamos subir lá a cima, ao mundo dos sonhos! Esta noite ficaremos por lá.
Sonho... ao faze-lo trago outra realidade até mim.
É tão bom sonhar...
Mas melhor é acordar do sonho, abrir os olhos e contemplar-te. olhar para ti e ver teu interior. belo.

unique

Uma singela fracção de um olhar sincero é um gesto tamanho. É um gesto que guardo em mim, para recordar nas outras fracções de segundos que à minha frente não estás.
Posso não te ver, mas por dentro estou a sentir-te de uma forma imensa.
Todos os gestos, olhares, imagens, palavras servem para que te envolva em mim, como se tudo se resumi-se a um um. Um único ser, um único sentimento, sim, mas sinto tudo uma forma única, sabe melhor assim!
E foi assim que o aprendi contigo.

Mas única... única, só tu.

touch

consigo sentir o leve toque do teu olhar.
a simplicidade de que, com o olhar te digo tudo o que não pronuncio é apenas mágica.
a magia é esta mistura de olhares, esta mistura de palavras é a mistura de sentimentos, e a nossa própria mistura, a que passo a passo criamos e torna-mos nossa. sinto-a única.
sinto-a cá dentro. bem no fundo. lá onde tu chegas-te e onde te guardo a cada dia. tu sabes onde chegas-te.

magia. acontece. deixo-a fluir em mim.

inside

os olhos já pesam... as horas vão avançando relógio a fora. perco a noção do que o tempo existe. tudo é condensado num segundo... vários juntos fazem sentir o meu próprio tempo, construo-o com as imagens de todos os dias, com pequenos gestos de todos os dias.
pequenos...sim podem ser! quero-os assim! mas ao sentir...aahh, sinto-os de um modo grande, de um modo imenso. sabe bem!

as palavras de outros tempos já nao correm por estas teclas. ficaram sem sentido. não as quero escrever. não as pretendo voltar a escrever. elas eram eu. hoje não são! farei para que nao o voltem a ser.

o gesto de um segundo passado são longas horas no tempo que crio. degusto lentamente o sabor que chega até mim através de tudo o que me envolve.

algo diferente tenho cá dentro. nao se escreve, nao se le, nao se explica... sente-se.

sente-se. aqui. cá dentro!
cá dentro onde "eu" existo. onde sou aquilo que não se vê... e mais uma vez:
sente-se.

soft

com toda a tua leveza pousaste em mim.
aqui ficaste imovel para te poder olhar, para te poder registar, para te poder sentir.

sim, registo-te em todos os momentos, todos os segundos... e que imagem guardo! ah, essa eu não a perco da memória, é forte demais.

sim. capto uma essência. a tua.

alive

a realidade que vejo num espelho tantas vezes não me representa.
ela é mais profunda do que se consegue ver...

ao olhar, olhar mesmo, é possível ver que reside algo cá dentro.
cá dentro... outro mundo se revela, uma outra forma de vida habita este interior tão descoberto quanto mais fundo se olhar.

vivo uma vida paralela cá dentro. tem outros contornos, outros traços... é uma vida dentro de outra, juntas são apenas esta. a que tenho, a que construo, a que mostro, a que vivo.

sim. eu vivo.

sim. eu sinto.

sim. eu sinto-me vivo.

sand

de areia são as pegadas que deixo por esta praia fora, o vento que passa rapidamente faz com que estas se apaguem...
neste instante segundo em que elas se apagam novas pegadas se criam. com toda a força que tenho faço com que as novas sejam mais duradouras. que tenham o valor que tanto lhes quero dar.

olho em redor... que pegadas são estas?
que forma peculiar têm! parece que me seguem!

estão mesmo aqui ao lado.

não as estranho.

também se apagam como as que vou deixando, mas o caminho que percorrem é o mesmo que o meu...


alguém me acompanha.


alguém esta aqui.
cá dentro.

traces

traços de vida percorrem a minha visão.

deixo-os correr livremente.
sinto-os calmamente.

a sensação de paz apodera-se de mim, não a receio. anseio.
não desespero, apenas espero.
deixo a paz entrar e sair livremente. não a guardo nesta caixa, ela faz o seu rumo, não interfiro. o sabor de reaver a paz é importante demais para não o voltar a sentir.

tudo está feito para que tudo tenha um rumo, o meu será um no meio de tantos outros. mas é meu. talvez valha algo por ser apenas desta só pessoa. sinto-a a atravessar-me a cada dia

breathe

consigo respirar, consigo sentir o ar que circula dentro de mim. consigo sentir-me vivo por momentos. sinto o tempo a passar lá em cima numa velocidade vertiginosa... contudo consigo agarrar uma parcela desse tempo, guardei-o em mim, para que me possa recordar do tal pedaço de tempo que é meu. esse pedaço que não sei se construí, apenas sei que me pertence porque naquele momento o tornei meu.

o tempo não urge como se pensa, ele é pausado, basta senti-lo como se fosse o ultimo.
mas que faço com todo o tempo que não sinto? nada. aguardo apenas que o volte a sentir. voltarei sentir decerto.




volto a respirar, volto a sentir, volto a viver.

transmission

"I step into a looking glass
See the future and the past
The room is blue and cold as ice
And I'm so lost in paradise.

I'm so into the things we share
Like floating in the air
Like a magic carpet ride
Nowhere to run, nowhere to hide"

rise

das cinzas da noite me levanto todos os dias.. o sol volta a dar vida aos pensamentos envoltos na escuridão.

tudo isto se torna num movimento cíclico que não vai cessar... é rotineiro demais. o valor que lhe dou é imenso...

...quando me levanto sinto o ar carregado de alento. sinto a vontade de viver o dia, a vontade de sentir todas as horas passarem para que novamente chegue o próximo dia, e esse "ninguém o viu".

mas quando nocturna cinza chega... a transformação é repentina. por vezes desejo dormir no vazio. sem sonhos. estes afastam-se tanto... prefiro alimentar o sonho durante o dia, com imagens e gestos e sobretudo palavras.

até amanhã. estarei no vazio com as cinzas.

dream someone else dream

aquando a chegada da noite transformo o pensamento em sonho.guardo as ideias, como se notas fossem. fixo-as. crio imagens.

o escuro cega-me, mesmo assim cerro os olhos. deixo que a ausência de luz se apodere da alma.

quase involuntariamente os pensamentos começam a ganhar vida. ganham cor. ganham luz... sim, luz! ela passa a existir.

a película de fotogramas revela-se. sou feliz.

something

sinto a coragem a esvair-se pelo vazio. sim! A coragem, aquilo que chamam ausência de medo.
o espaço aberto que existe são folgas abertas pelo tempo que me passa por cima. o tempo que não quer parar... não desejo que pare... quero sim, que ele passe por mim, que me marque, que todos os segundos contados pelo relógio sejam sentidos devagar, ao ritmo das horas.
um segundo. uma hora.
todas as palavras proferidas sabem a pouco. mas o leve sabor que absorvo delas é suficiente para me manter vivo.

o tempo oscila. existem segundos rápidos demais... não me é possível senti-los. são intensos mas o que resta deles e uma leve ideia. a sua grandeza é demais para mim. recordo-os e sinto-os de novo.

oiço ao fundo ruídos parasitas, incomodam. elevo-me acima deles, ultrapasso-os. são secundários. apenas o tempo importa, este na sua morosidade leva-me além do vazio. cria-se algo. não se define.

estranho. tudo o que vejo é diferente a cada segundo.

abro os olhos, não consigo fixar uma imagens, mas sim a conjugação delas todas, faz mais sentido assim.

algo se move acima de mim.

open space

chamo-te com o olhar.
grito palavras mudas de tão imensa que é a sua expressividade.

deixo-me de olhares vazios.
encho-os de mim.





o vazio é espaço a mais em mim...